Após licença do Ibama, Petrobras planeja perfuração de novos poços na Foz do Amazonas
Petrobras confirma descoberta de Petroleo na Foz do Amazonas, litoral do Amapá A exploração de petróleo na Margem Equatorial entra em uma etapa mais ampla. ...
Petrobras confirma descoberta de Petroleo na Foz do Amazonas, litoral do Amapá A exploração de petróleo na Margem Equatorial entra em uma etapa mais ampla. O Ibama retificou a Licença de Operação nº 1684 e autorizou a Petrobras a perfurar três novos poços contingentes — Manga, Crotalus e Morpho Extensão — além da conclusão do poço Morpho, já em andamento. Com isso, a companhia deixa para trás a fase inicial de perfuração única e passa a executar um plano de quatro perfurações no bloco FZA-M-59, localizado na costa do Amapá. Segundo a estatal, o próximo passo será o planejamento das ações para dar continuidade às atividades exploratórias. A expectativa é que, caso os resultados confirmem a viabilidade comercial, a produção possa começar em até sete anos, consolidando a Margem Equatorial como uma das áreas mais promissoras para o futuro energético do Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp LEIA MAIS: MPF pede explicações do Ibama por divergências em licenciamento de petróleo na Foz do Amazonas Fruta, serpente e borboleta inspiram nomes de poços que a Petrobras pretende explorar no AP Petrobras prevê investir US$ 2,5 bilhões em 15 poços na Margem Equatorial até 2030 Entenda o que é o 'petróleo chique' do Amapá, óleo leve que Lula comparou ao Pré-Sal O que muda com a licença Escopo ampliado: de um poço inicial para quatro perfurações autorizadas. Cronograma exigido: a Petrobras deve apresentar ao Ibama, em até 30 dias, um plano atualizado das atividades. Condições ambientais: inspeções prévias nas sondas, proibição de descarte de resíduos no mar e manutenção de centros de atendimento à fauna. Questionamentos do MPF O Ministério Público Federal apontou divergências entre as informações apresentadas pelo Ibama em audiência e os documentos oficiais. Em abril de 2025, representantes do órgão afirmaram que a atividade seria pontual, com duração de cerca de seis meses. No entanto, os documentos administrativos indicam uma campanha de quatro poços, com atividades previstas até 2029. Para o MPF, essa diferença compromete a transparência do processo e dificulta a avaliação dos impactos ambientais. O órgão alerta que uma operação prolongada pode gerar impactos acumulados sobre a fauna marinha, a pesca artesanal e comunidades tradicionais da região. Potencial econômico da Margem Equatorial A ampliação da campanha exploratória na Foz do Amazonas tem grande relevância econômica para o Brasil. Caso os resultados confirmem a viabilidade comercial dos poços, a produção pode começar em até sete anos, abrindo uma nova fronteira energética capaz de fortalecer as reservas nacionais de petróleo. A entrada da região no mapa da indústria petrolífera brasileira pode diversificar a economia local, impulsionar cadeias produtivas e consolidar o país como um dos grandes competidores globais no setor de energia. Sonda da Petrobras na Foz do Amazonas Reprodução VÍDEOS com as notícias do Amapá: